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A confissão da parteira - Opinião


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Quando Noelle, uma mulher dedicada, vibrante e querida por todos, decide pôr termo à vida, a pequena cidade de Wilmington, na Carolina do Norte, fica em estado de choque. A única pista para o sucedido é uma estranha carta que Tara e Emerson, duas das suas melhores amigas, encontram um dia em sua casa. À medida que um segredo de contornos dramáticos começa a ser desvendado, tudo o que sabem sobre Noelle terá de ser reavaliado à luz de uma nova perspetiva - de traição e engano, mas também de amor, compaixão e esperança.

Uma mentira salvará uma família. A verdade destruirá outra. Qual das duas escolheria?

Opinião:

No dia em que este livro foi lançado fiquei imediatamente rendida à sua capa, o que me despertou o interesse para a leitura do mesmo. Há livros em que basta uma capa cativante para ficarmos automaticamente ligados a eles e este é um deles.
Tara, Noelle e Emerson são as melhores amigas desde a faculdade partilham tudo e julgam conhecerem-se melhor que ninguém.
Tara casou com o seu amor de sempre, Sam. Contudo, um terrível acidente provocado por uma das suas alunas acaba por tirar a vida ao marido. Desde então, a relação com a filha Grace é cada vez mais complicada e Tara tenta desesperadamente uma aproximação. Mas Grace não facilita a vida da mãe, a quem culpa pela morte do pai e por tudo o que de mau lhe acontece, incluindo o fim da relação com Cleve.
Emerson tem a vida que sempre desejou casada com Ted, construiu uma família. Adora cozinhar e abre um pequeno café na baixa, o Hot, que gere com a ajuda da filha Jenny. Esta é a melhor amiga de Grace e o grande pilar na vida desta depois da morte do pai.
Noelle desde muito pequena sempre quis ser parteira, com o incentivo da mãe licenciasse em Enfermagem especializando-se na área de Obstetrícia. É na faculdade que conhece Tara, Emerson e Sam. E é por ele que se apaixona instantaneamente. Mas apesar de Sam também a amar é junto de Tara que ele planeia a sua vida e ambos decidem afastar-se para não a magoarem. Na noite em que isso acontece, Noelle sofre um acidente que lhe causa dores de costas crónicas, obrigando-a a ficar praticamente dependente de analgésicos para conseguir viver sem dor. 
No entanto, a grande reviravolta da história acontece quando Noelle se suicida sem motivo aparente. A partir daí, as amigas descobrem que afinal não a conheciam assim também e ficam chocadas ao descobrir que Noelle para além de ter sido barriga de aluguer por 5 vezes também  matou acidentalmente um bebé roubando outro para o substituir. Face esta descoberta as amigas ficam sem saber o que fazer.
Para além desta perspectiva, a autora também nos possibilita conhecer Anna a mãe que viu desaparecer a filha Lily e que a procura desesperadamente, sobretudo agora que Haley enfrenta a dura batalha contra a leucemia e existe uma em quatro hipóteses de a irmã ser compatível.
Este livro tornou-se numa agradável surpresa e deixou-me completamente fã da autora e da sua escrita recheada de revelações que prendem o leitor.

Para mais informações consulte o site da Presença.

A vidente de Lars Kepler - OPINIÃO


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«Por todo o mundo, sempre que a Polícia se depara com casos particularmente difíceis, recorre a médiuns e espíritas. No entanto, em nenhum documento figura a colaboração de um médium para a resolução de um crime.»

Flora Hansen diz-se espírita e garante ser capaz de falar com os mortos. Certo dia, ouve na rádio uma notícia sobre o caso de uma jovem assassinada num centro de acolhimento de menores e, na tentativa de ganhar um dinheiro extra, decide telefonar para a Polícia dizendo que o espírito da morta entrou em contacto com ela. No entanto, os resultados da investigação técnica atribuem a autoria do crime a outra das internas, uma jovem sensivelmente da mesma idade, que desde então está a monte.

O comissário da Polícia Joona Linna resiste à versão oficial e inicia uma investigação por sua própria conta. Mas cada nova resposta parece apenas conduzir a um novo enigma e a mais um beco sem saída.

E ninguém se dispõe a ouvir a vidente, embora ela fale com os mortos.

Opinião:

Foi com bastante ansiedade que aguardei a oportunidade de experimentar algum livro desta dupla de escritores tão conhecida no mundo dos policiais.
Nas primeira páginas fiquei imediatamente curiosa com o desenrolar da história e fui incapaz de pousar o livro antes de saber mais um pouco acerca do enredo.
Joona Linna é um comissário da polícia que enfrenta um processo interno por suspeita de má conduta, encontrando-se por isso afastado das investigações. Contudo, quando o inesperado acontece no Centro Birgitta (destinado ao acolhimento de jovens problemáticas) e ocorrem dois assassinatos de forma brutal, Joona não consegue manter-se afastado.
Num cenário chocante, são encontrados dois cadáveres, o de Miranda uma das jovens que habitava no centro encontrada deitada na cama e com as mãos a tapar a cara, e Elizabeth a Enfermeira responsável pelo turno nocturno encontrada brutalmente assassinada na destilaria.
Sem parecer existir a possibilidade de o criminoso ter vindo de fora, são encontradas provas que incriminam a mais jovem que entrou na instituição, Vicky Bennet. A jovem encontra-se desaparecida e durante a sua fuga é também acusada de raptar uma criança.
Mas será que Vicky de apenas quinze anos capaz de cometer um crime tão horrendo?
Linna acha que não mas todas as provas indicam o contrário, até que é contacto por Flora uma médium que afirma ter visto por várias vezes Miranda e que acha ser capaz de ajudar a encontrar o assassino.
Um livro fascinante que mostra diferentes perspectivas da história e que permite ao leitor envolver-se na história criando uma ansiedade só satisfeita com a descoberta do culpado.
Uma leitura que recomendo.

A casa dos sonhos de Liz Fenwick - OPINIÃO


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Quando a artista Maddie herda uma casa na Cornualha, logo após a morte do marido, ela espera que isso seja o novo começo de que ela e enteada Hannah precisam desesperadamente. 
Trevenen é linda, mas negligenciada, uma casa rica em história. Maddie está encantada com ela e determinada a saber o máximo sobre o seu passado. Quando descobre as histórias das gerações de mulheres que viveram lá antes, Maddie começa a sentir que a sua vida está de alguma forma ligada àquelas paredes. 
Mas o sonho de Maddie de uma vida tranquila no campo está muito longe da realidade que enfrenta. Ainda a lutar com a sua dor e com Hannah, Maddie é incapaz de encontrar inspiração para a sua pintura e percebe que pode enfrentar a perspectiva de ter de vender Trevenen, agora que começou a amá-la. 
E enquanto Maddie e Hannah desvendam o passado de Trevenen, a casa revela segredos que ficaram ocultos durante gerações.
Um livro maravilhoso cheio de romance e mistério.

Opinião:
 
Este era outro dos livros que tem vindo a aguçar a minha curiosidade desde que foi lançado. E depois de me ter embrenhado na história digo-vos que sem dúvida merece ter um espacinho nas vossas estantes ou leituras.
Comecei por ler apenas umas páginas para perceber o que esta viagem tinha para me oferecer, mas acabei por não conseguir parar e em apenas um dia consegui acabar este livro. Existem aqueles romances que fluem durante a leitura e que acabam por preencher o vazio que há quando lê-mos tantos livros de literatura erótica ou policial, chamo-lhe a minha leitura de conforto. E esta preencheu-me mais um bocadinho.
Maddie e a enteada Hannah acabaram de deixar Londres para viver na Cornualha. Após a morte do marido devido ao cancro, Maddie vê-se obrigada a deixar o seu lar que acabou por vender para pagar as dividas e ir viver para a casa que herdou da sua tia-avó.
Trevenen é uma casa de família que tem passado de gerações em gerações, mas Maddie não se sente verdadeiramente em casa pois nunca teve contacto com a família pois foi adoptada depois da mãe morrer no parto. A chegada a este novo lar será um impulso para descobrir quem foi a sua mãe e procurar nos objectos dela encontrar alguma pista sobre o seu pai. 
Para Hannah é um suplício ter abandonado a sua casa e os seus amigos para ir viver numa zona rurarl. Revoltada pela morte do pai e por a mãe a ter abandonado quando ainda era bebé, começa a direcionar a sua frustração para a Madrasta pois acha que também esta a deixará ficar sozinha.
Apesar de toda a dor e dificuldade que ambas passam Treneven será o começo de uma nova vida cheia de conhecimento, descoberta e felicidade. Para além disto, acabam por encontrar o mais importante que é a harmonia e o amor.
Um livro carregado de genuinidade e de surpresas que sem dúvida encantará o leitor.

As meninas dos chocolates de Annie Murray - OPINIÃO


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Edie, Ruby e Janet são amigas e dedicam-se a fazer chocolates na famosa fábrica Cadbury, em Inglaterra. As suas vidas poderiam ser de sonho, não fossem as atribulações familiares e a eclosão da Segunda Guerra Mundial. 
Edie casa muito jovem. A sua fé no futuro é ilimitada mas o destino tem outros planos para ela. Com apenas dezanove anos, Edie enfrenta a guerra sozinha e tomada pela dor após a perda do marido e do filho. Até que uma noite, durante um bombardeamento, uma criança abandonada é deixada ao seu cuidado… 
Entretanto, a sua jovial amiga Ruby, apesar do medo de ficar solteirona, acaba por se casar com Frank, desconhecendo o seu carácter temperamental. 
E há também Janet - inteligente, bondosa e atraída pelos homens errados. Profundamente magoada pela sua última relação amorosa, Janet está convencida de que nunca mais se apaixonará. 
Mas David, a criança que Edie acolhe, conquista o coração de todos. E quando tem idade suficiente para questionar a sua verdadeira identidade, David vai novamente transformar as suas vidas e proporcionar-lhes algo com que nunca sonharam … 
Três mulheres cujas vidas são marcadas pela amizade, a guerra e o amor por uma criança.

Opinião:

Há muito tempo que ansiava ler este livro. Contudo, acabei por o colocar na estante e à medida em que foram aparecendo outras novidades este foi ficando para trás.  Sempre que lhe dava uma espreitadela a minha vontade para o ler crescia pois algo me dizia que seria daquelas leituras reconfortantes que nos envolve de uma maneira única.
A história passasse em Inglaterra numa altura em que a guerra se começa a instalar.
O enredo leva-nos a conhecer a vida de três jovens: Edie, Ruby e Janet. As duas primeiras são amigas de infância e no desenrolar da história ficam amigas de Janet. A grande ligação entre as três é a grande fábrica onde trabalho, a produtora de chocolates Cadbury.
Edie é uma jovem que anseia pelo casamento para finalmente se poder livrar da progenitora, com quem não tem a melhor relação. Quando o grande dia acontece, apercebe-se que o seu casamento não será o conto de fadas que imaginava. O marido alista-se na guerra e Edie descobre que está grávida. No dia antes da partida, Jack morre depois de se envolver numa briga e Edie acaba por também perder o filho.
É neste período de maior dor que conhece Janet uma jovem que se apaixona sempre pelas pessoas erradas. Esta acaba por convencer Edie a juntar-se à cruz vermelha, o grande impulso que mudará a sua vida.
Ruby é um jovem cheia de vida. Sustenta a sua família depois da morte do pai, esforçando para tomar conta da mãe que está perdida pelo desgosto. Apesar de feliz com o casamento da sua melhor amiga, também ela quer encontrar alguém que a leve ao altar. É então que conhece Frank, o melhor amigo de Jack que também está de partida para a guerra. Casam-se e Ruby acaba por engravidar. Mas o marido não se encontra propriamente feliz, começa a ter dúvidas sobre o casamento e acaba por abandonar a nova família.
Depois de muitos problemas e obstáculos, a vida destas três mulheres irá sofrer grandes mudanças até conseguirem encontrar o equilíbrio para a felicidade.
Adquiri entretanto, o livro "As novas meninas dos chocolates" da mesma série que aguarda na minha estante uma oportunidade para ser lido.


O circo dos sonhos de Erin Morgenstern - OPINIÃO


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Um misterioso circo itinerante chega sem aviso e sem ser precedido por anúncios ou publicidade. Um dia, simplesmente aparece. No interior das tendas de lona às listas pretas e brancas vive-se uma experiência absolutamente única e avassaladora. Chama-se Le Cirque des Rêves (O Circo dos Sonhos) e só está aberto à noite.
Mas nos bastidores vive-se uma competição feroz - um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, que foram treinados desde crianças exclusivamente para este fim pelos seus caprichosos mestres. Sem o saberem, este é um jogo onde apenas um pode sobreviver, e o circo não é mais do que o palco de uma incrível batalha de imaginação e determinação. Apesar de tudo, e sem o conseguirem evitar, Celia e Marco mergulham de cabeça no amor - um amor profundo e mágico que faz as luzes tremerem e a divisão aquecer sempre que se aproximam um do outro.
Amor verdadeiro ou não, o jogo tem de continuar e o destino de todos os envolvidos, desde os extraordinários artistas do circo até aos seus mentores, está em causa, assente num equilíbrio tão instável quanto o dos corajosos acrobatas lá no alto.

Escrito numa prosa rica e sedutora, este romance arrebatador é uma dádiva para os sentidos e para o coração. O Circo dos Sonhos é uma obra fascinante que fará com que o mundo real pareça mágico, e o mundo mágico, real.

Opinião:

Começo esta opinião por dizer que se trata de uma história completamente fascinante e única. 
Todos nós, quando crianças, sentimos aquele atração inexplicável sempre que nos deparamos com um circo a chegar à cidade. Só por si, o circo é um cenário mágico que nos leva a ver uma infinidade de atuações que nos envolvem num estado de pura alegria. 
Quando olhei pela primeira vez para esta capa, fui absorvida pela quantidade de pormenores que me levaram a imaginar mil e uma suposições para o seu significado. Mas o que realmente me chamou mais a atenção foi o facto de numa capa maioritariamente coberta pelas cores branco, preto e prateado se destacar um traço vermelho que realça mais um pormenor que anseio por descobrir.
"Le Cirque des Rêves" retrata um enredo complexo centrado numa batalha de aptidões. 
Celia Bowen é uma das personagens principais deste livro, uma criança que perde a mãe e que se vê obrigada a viver com o pai Hector Bowen, também conhecido como Prospero, o mágico. Rapidamente, se apercebem que a pequena Celia é dotada das mesma habilidades que o seu pai. Assim, Prospero vê nela a pupila ideal para treinar com o intuito de se tornar na vencedora do seu próximo duelo. Durante anos Celia é incitada a melhorar as capacidades sem saber muito bem para que se prepara ou quem será o seu adversário.
Não muito longe, Marco é exercitado de forma diferente para a mesma batalha. Anos mais tarde, começa a trabalhar para Chandresh Lefèvre um excêntrico milionário famoso por os seus "Jantares da meia noite". É num desses jantares que nasce a ideia original para a criação do Circo dos sonhos.
Pouco tempo depois, o Circo começa a aparecer em diferentes cidades espalhadas por todo o mundo surpreendendo todos aqueles que nelas vivem. Insurge-se do dia para a noite, em pequenos descampados, abre quando o sol se põe e fecha quando o dia nasce.  É constituídos por várias tendas listradas de branco e preto. E os artistas ostentam roupas das mesmas cores. Cada tenda contém uma nova situação imprevisível e mágica que atrai o mais pequeno admirador. Celia é uma das atrações principais e os seus números de ilusionismo atraem multidões. Assim, começam a surgir aficionados do circo que o seguem para todo o lado tentando adivinhar qual o próximo local onde este irá aparecer, autointitulando-se de rêveurs.
Marco não tarda a perceber quem é a sua adversária  e que o circo será o local escolhidos para ambos medirem forças. No entanto, não conseguem ficar indiferentes um ao outro e acabam por se apaixonar. Esta paixão impossível, é dificultada pelo facto de que desta batalha apenas um sairá vivo. Será que o amor vencerá e o circo irá continuar a deliciar multidões?
Sem dúvida um livro a não perder! E utilizando uma das frases contida numa das páginas, este livro imerge por ser "uma singularidade num mundo de monotonia".

De olhos fechados de Eve Berlin - Opinião


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Alec Walker é um escritor de thrillers psicológicos sombrios - e um homem que vive para as suas emoções. Desde motos a skidiving, passando por nadar com tubarões, a sua busca incessante de prazer e excitação não tem fim. Essa busca estende-se também às suas relações pessoais, onde nenhuma regra limita os seus desejos. A única coisa que Alec teme é o amor - e permitir que outra pessoa o conheça realmente. 
Enquanto faz investigação para um livro sobre extremos sexuais, Dylan entrevista Alec - e anseia por saborear a tentação que ele lhe oferece. No entanto, Alec é um dominador famoso e ela recusa entregar-lhe o controlo. Lenta e sedutoramente, Alec mostra-lhe que ao entregar-se-lhe de forma incondicional e submeter-se a todos os seus desejos, ela poderá experimentar o derradeiro prazer. Porém, para poder ficar com a mulher que pela primeira vez o faz ajoelhar, será Alec capaz de correr o maior de todos os riscos e entregar o seu coração? 
Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal vê-se numa situação tentadora enquanto evita entregar-se ao sentimento que nasce entre eles.

Opinião:

Com uma capa destas quem consegue resistir a este livrinho??
Eu não consegui, por isso, não tardei a deixar-me envolver pela história de Alec e Dylan. 

Dylan é uma escritora de romances eróticos que procura escrever um livro que marque pela diferença e que como todos os outros seja tão real que consiga levar as suas leitoras a viverem a história como se fosse real. 
Decide então, apostar num livro sobre BDSM, mas para o conseguir escrever necessita de saber mais sobre esta prática o que a leva a conhecer Alec um dominador. 
Mas será que Dylan está preparada para abrir mão do controle para se deixar controlar? Encarando o espirito de aventura, resolve encarar as regras do jogo e descobrir se conseguirá abrir mão do domínio e deixar-se levar por caminhos avassaladores sem se deixar apaixonar.
Com uma escrita fluída este livro permite ao leitor acompanhar a história de uma perspectiva bastante real, permitindo vivenciar aspectos marcantes da história como se fossem personagens deste enredo. Surpreendente pelo enquadramento temporal, que nos leva para um contexto moderno e sem tabus.
Uma leitura que aconselho vivamente! 

"O dia que faltava" de Fábio Volo - OPINIÃO


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"O dia que faltava" de Fábio Volo

Durante cerca de dois meses, Giacomo e Michela encontram-se todos os dias de manhã no eléctrico, a caminho do trabalho. Não se falam, apenas trocam olhares, mas para Giacomo esse momento transforma-se rapidamente no mais importante do dia. Até que uma manhã, sem que nada o previsse, Michela aborda-o e convida-o para tomar café, somente para lhe dizer que vai partir para Nova Iorque e não se vão voltar a ver. Mas quanto tempo resistirá Giacomo a correr atrás de um sonho? Um romance que reflecte sobre os desafios do amor, da amizade e dos sonhos, e que se tornou um bestseller em Itália.

Opinião:

Antes de iniciar leitura e sem ler o resumo do livro questionei – me “O dia que faltava” para quê? Para viver um grande amor? Para mudar de vida? , Para ultrapassar novos desafios? ... perguntas de retórica mas que sem querer tiveram resposta a ler este maravilhoso romance. 
“Será que uma pessoa pode apaixonar – se por alguém que não conhece, mas que vê apenas no trajeto diário de um elétrico?” – Giaconomo (pág 20) 

Giaconomo, uma das personagens principais do romance, vive um louco e intenso jogo de amor por Michaela, a jovem do elétrico. 

O gesto, o cheiro, o olhar… é a prova que o silêncio por vezes fala mais alto que as palavras. O que alude a um certo mistério e busca de prazer. 

Ao longo deste livro poderá viajar pela busca do sentido de valores, da amizade, dos sonhos e a procura do Grande Amor. Os desafios que o ser humano é capaz de travar na busca do verdadeiro Amor. Assim como, até que ponto o tempo é aliado ou adversário o Amor? 
Será que há um dia que se rompe barreiras e se corre atrás do desconhecido…vivendo um jogo de conhecimento pessoal e do outro? 

Neste romance o leitor é abordado com uma história suave e algo primaveril sobre a busca incessante do Amor. Viajando por Itália, Nova Iorque e a cidade do Amor, Paris. Cenários idílicos para viver uma história de amor. 

Está é uma narrativa que apresenta alguns pontos em comum com cada um de nós (já vivenciados ou pelo menos sonhados com algo muito semelhante). Está semelhança de realidades aproximam o leitor da história, cativando – o. 

Termino com esta frasw: “Morre só um Amor que desiste de ser sonhado”- Pedro Salinas

Opinião por:
Rita

Os anos perdidos de Mary Higgins Clark - Opinião


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Jonathan Lyons é um estudioso da Bíblia e julga ter encontrado uma relíquia inimaginável: uma carta em papiro que pode ter sido escrita pelo próprio Jesus Cristo. Roubada da Biblioteca do Vaticano no século XVI, pensava-se que estava perdida para sempre. 

Agora, sempre com um pedido de sigilo, consegue confirmar a sua descoberta junto de vários especialistas. Mas confidencia também a um amigo de família a suspeita de que uma pessoa que em tempos foi da sua confiança queira agora vender o artefacto para fazer muito dinheiro. 

Passados poucos dias, Jonathan é encontrado morto no seu estúdio. Na mesma altura, a sua mulher, Kathleen, que sofre de Alzheimer, também é encontrada, escondida no guarda-roupa, a balbuciar palavras sem sentido e segurando a arma do crime. Apesar da demência, Kathleen sabia que o marido tinha há muito tempo um caso com outra mulher. Terá ela matado o marido num acesso de ciúmes, como alega a polícia? Ou estará a morte dele relacionada com uma pergunta mais ampla: Quem tem em, sua posse o pergaminho de valor incalculável que agora desapareceu? 

Caberá à filha de ambos, Mariah, ilibar a mãe das acusações de homicídio e desvendar o verdadeiro mistério que se esconde por detrás da morte do pai.

Opinião:

Fiquei muito curiosa com este livro uma vez que passam pelos meus gostos literários romances que tragam uns momentos de suspense e de emoção. 
Nunca tinha lido nada desta autora, contudo as boas criticas que fui lendo e ouvindo fizeram-me querer experimentar.
Desde o primeiro momento ficamos logo aprisionados na evolução da história com a morte de Jonathan Lyons um estudioso da bíblia que pensa ter encontrado um pergaminho que mudará a história. 
E surge então o primeiro dilema da história será que se tratou de um acidente cometido por Kathleen, a sua esposa que sofre de Alzheimer, ou será que se tratou de um homicídio?
Mariah fica chocada com a possibilidade de alguém considerar que a mãe seria capaz de matar o pai e decide que fará tudo ao seu alcance para a proteger. Para além disso, ainda vive com o sofrimento de se ter afastado do pai depois de descobrir que este tinha uma amante.
Para ajudar a encontrar a verdade, Mariah contará com a ajuda dos amigos do pai para desvendar este mistério.
Um enredo fascinante que consegue prender qualquer um e um final surpreendente são dois dos grandes atrativos deste livro. 
Uma boa leitura fluida e coesa que aconselho vivamente.

O grande amor da minha vida - OPINIÃO


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Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado. 

Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor. Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida. O dia fatídico em que Hitler invade a Rússia. O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor. 
Quando Tatiana e Alexander se cruzam na rua, a atração é imediata. Ambos sabem que as suas vidas nunca mais serão as mesmas. Ingénua e inexperiente, Tatiana aprende com o jovem soldado os prazeres da paixão e da sensualidade. Atormentado pela guerra e pela incerteza quanto ao futuro, Alexander descobre a doçura dos afetos. E, enquanto as bombas caem sobre Leninegrado, eles vivem um amor que sabem ser eterno mas impossível. É um amor que pode destruir a família de Tatiana. Um amor que pode significar a morte de todos os que os rodeiam. 
Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno.

É o primeiro volume da trilogia Tatiana &  Alexander.

Opinião:

São vários os livros que nos passam pelas mãos e que nos chamam a atenção quer seja pela capa que é mais apelativa ou por a sinopse que nos deixa com aquela inquietação de querer saber mais sobre aquela história. Vi várias críticas sobre este livro e todas elas para além de me deixarem cada vez mais curiosa também me surpreendiam pelo conjunto de elogios que eram dados à história. Assim, apercebi-me que não podia deixar muito mais tempo este livro na prateleira e resolvi descobrir se era assim tão bom.

Fiquei imediatamente apaixonada pela contextualização do espaço fisico e temporal desta história, sobretudo pela referência acontecimentos e pormenores históricos que em tudo favorecem a visão que o leitor imagina. 
Este livro conta a história de uma família a viver no Leninegrado na altura em que se intensifica a guerra. Os Metanov vivem no Quinto Soviéitico num apartamento dividido com mais pessoas. Fazem parte desta família a Tatania, a Dasha, o Pasha e os seus pais e avós paternos. 
Desde o primeiro instante, simpatizei com a personagem principal Tatiana e com a sua ingenuidade, altruísmo e força de vontade. Tatiana não imaginava sequer, tudo aquilo que a guerra lhe iria roubar e todos os esforços que teria que fazer para conseguir sobreviver. No entanto, acaba por encontrar Alexander o amor da sua vida que a ajudará a ultrapassar os obstáculos que irão surgir. 
Uma história com uma grande carga sentimental, carregada de perda e de sofrimento mas onde o Amor está sempre presente. Estou ansiosa pela continuação....

As cinquenta sombras livre de E.L.James - Opinião


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Quando a jovem e inocente Anastasia Steele encontrou pela primeira vez o impetuoso e fascinante milionário Christian Grey, começou entre eles um affair sensual que lhes mudou a vida para sempre. Assustada e intrigada pelas singulares inclinações eróticas de Grey, Anastasia exige um compromisso total na relação. Com medo de a perder, ele aceita.

Agora Anastasia e Grey têm finalmente tudo o que desejavam - o amor, a paixão, a intimidade, uma riqueza incalculável - e todo um mundo de possibilidades à sua espera. Mas ela sabe que amá-lo não será fácil, e que estarem juntos vai implicar ultrapassar barreiras que nenhum deles poderia prever. Anastasia vai ter de aprender a partilhar o estilo de vida de Grey sem sacrificar a sua identidade. E ele terá de aprender a superar o seu obsessivo impulso de tudo controlar, enquanto se debate com os demónios do seu terrível passado.

E quando tudo parece estar conjugado para que ambos consigam finalmente ultrapassar os maiores obstáculos, o destino conspira para tornar dolorosamente reais os maiores medos de Anastasia.

Opinião:

Foi com grande expectativa que aguardei a chegada deste livro. Ao ler tão avidamente os dois primeiros volumes só queria poder avançar rapidamente para o livro que marca o final da  trilogia que surpreendeu Portugal em 2012.
Depois de um final tão surpreendente com o pedido de casamento, o leitor fica expectante com o que virá a seguir...
Este novo capitulo da história inicia-se já com Christian e Anastasia em lua de mel num estado de puro romantismo e cumplicidade. Quando me apercebi que a história tinha uma falha no tempo, pensei que existia ali uma falha grave. Contudo, um pouco mais à frente, a escritora introduz brilhantemente esse pedaço da história. 
Apesar de casados, a relação entre os dois protagonistas mantém os altos e baixos que sempre a caracterizou. No entanto, existe um crescendo de maturidade por parte de Anastasia e de contenção por parte de Christian que se traduz numa evolução na relação de ambos. Mantém-se a existência de momentos de prazer e erotismo que deliciam os leitores.
Tal como ficou em aberto no volume antecedente, a vida dos Grey não será facilitada e a presença do ex chefe de Anastasia ainda irá surpreender o leitor. 
Para além da história de Christian e Ana, podemos continuar a observar e acompanhar a vida das restantes personagens da história que continuam a complementar na perfeição o enredo principal de forma notória.
Um livro completo que nos continua a surpreender a cada minuto. Por um lado queria poder apreciar o seguimento desta história mas por outro acho que não poderia ter acabado de melhor maneira.
Quem  ainda não pode ler tem que aproveitar porque é uma triologia marcante.

O anjo das trevas de Anne Rice - Opinião


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«Sonhei com anjos. Vi-os e ouvi-os numa enorme e interminável noite galáctica. Vi as luzes que simbolizavam estes anjos, voando aqui e ali, em laivos de um brilho irresistível […] Senti amor em redor de mim neste vasto e contínuo domínio de som e luz […] E algo semelhante a tristeza apoderou-se de mim e confundiu toda a minha essência com as vozes que cantavam, porque as vozes cantavam sobre mim.»

Assim começa o novo romance assombroso de Anne Rice, um thriller sobre anjos e assassinos, que nos conduz novamente aos mundos obscuros e perigosos de tempos passados. Anne Rice leva-nos para outros domínios, desta vez para o mundo de Roma no século XV, uma cidade de cúpulas e jardins suspensos, torres altas e cruzes por debaixo de nuvens sempre em mudança; colinas familiares e pinheiros altos… de Miguel Ângelo e Rafael, da Sagrada Inquisição e de Leão X, segundo filho de um Medici, dissertando sobre o trono papal… E nesta época, neste século, Toby O’Dare, antigo assassino por ordem do governo, é convocado pelo anjo Malquias para resolver um terrível crime de envenenamento e para procurar a verdade sobre a aparição de um espírito irrequieto — um diabólico dybbuk. O’Dare em breve se vê envolvido no seio de conspirações negras e contra-conspirações, rodeadas por uma ameaça sombria e ainda mais perigosa, porque o véu do terror eclesiástico a cobre.
Enquanto embarca numa viagem de expiação, O’Dare é ligado ao seu próprio passado, com assuntos claros e obscuros, ferozes e ternos, com a promessa de salvação, e com uma visão mais profunda e rica do amor.

Opinião:

Neste segundo volume da série "Os cânticos de Serafim", continuamos a seguir a história de Toby O'Dare. Tal como no primeiro volume, Anne Rice continua a incorporar uma escrita rica e centrada na referência à religião.
A personagem principal continua a sua evolução ao longo deste enredo, são revelados mais pormenores sobre o seu passado o que permite ao leitor deixar-se envolver pela imaginação e pela certeza de que esta figura nunca parará de o surpreender. Este passado acaba por ter um  peso na reflexão das acções de Toby o que nem sempre é para ele fácil de recordar.
As missões vão-se sucedendo neste novo patamar da história e aumenta também o seu nível de dificuldade, ao mesmo tempo que vão aparecendo alguns obstáculos. O anjo Malaquias mantém o seu envolvimento essencial na história como de resto vimos no volume anterior.
Apesar de ser um livro não muito grande, encontra-se escrito de uma maneira absolutamente cativante, como Anne Rice nos tem habituado. 
Com uma fácil leitura, torna-se inapto o acompanhamento natural do enredo depois da leitura do primeiro volume "O tempo do anjo".
Uma leitura que aconselho sobretudo porque deixa o leitor a suspirar por mais.


O indesejado - Opinião


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Num Verão poeirento depois da guerra, na zona rural de Warwickshire, um médico é chamado para ir ver uma doente a uma casa isolada chamada Hundreds Hall. É nela que vive a família Ayres há mais de dois séculos. A casa de traça georgiana, outrora bela e imponente, está agora em declínio, com a alvenaria a cair, os jardins sufocados pelas ervas e o relógio do estábulo parado para sempre nas vinte para as nove. Os seus proprietários — mãe, filha e filho — tentam adaptar-se a uma sociedade em mudança, e apaziguar os seus próprios conflitos. Mas estarão os Ayres assombrados por algo mais sinistro do que um modo de vida que está a desaparecer?

Opinião:

A história de "O Indesejado" decorre no pós guerra, numa propriedade Hundreds Hall (no meio rural e algo isolada), pertencente à família Ayres há muitos anos.
Antes de iniciar a leitura do livro, e numa leitura um pouco vertical, suscitou me curiosidade a seguinte frase da sinopse:”… Mas estarão os Ayres assombrados por algo mais sinistro do que um modo de vida que está a desaparecer?” confesso que ao longo da leitura do livro a frase ensombrava na minha cabeça diversas vezes. Pois quando pensava que estaria a encontrar uma resposta para a história eram apresentados novos factos/ situações e todo o enredo de descobri a resposta a pergunta da sinopse continuava como se de um ciclo se trata – se. Esta “provocação” na sinopse do livro desperta a ânsia de leitura assim como, orienta o leitor para o rumo pretendido com a história. 

O livro inicia com o Dr. Faraday a recordar um dia da sua infância passado na Majestosa e Imponente casa Hundreds Hall. Contudo, quando o Dr. retoma à casa para prestar serviços médicos é surpreendido por uma realidade dispare à da sua infância. A Imponente Hundreds Hall de outrora agora encontra-se decadente, envelhecida. 

Desde desse dia que o Dr. Faraday começou a ser visita recorrente (deixando a relação de médico da casa mas passando a amigo da família) na casa dos Ayres ( onde vivem “Mrs. Ayres” mãe e os seus dois filhos jovens: “Caroline e Roderick”). 

Conforme a história vai decorrendo, vão surgindo situações de suspense que induzem no leitor a vontade de ser também uma personagem real da história. Tais como: um cão que “supostamente” fere uma criança; um incêndio que surge durante à noite; os “S” escritos em diversas partes da casa e que até então nunca tinham sido descobertos; os barulhos…e muitos mais que vocês irão descobrir ao ler o livro. 

Com tantas coisas estranhas à acontecer naquela casa. Dr. Faraday, baseando-se na ciência atribuí tais fenómenos/acontecimentos a distúrbios mentais, como por exemplo: alucinações. E que se deviam ao cansaço, a desilusão, o arruinar da família …

Por diversas vezes me coloquei a pensar se nãos seria mesmo um “fantasma”, como a família Ayres e criada acreditam ou serem alucinações como o Dr.Faraday. Essa dicotomia de incertezas desponta a continuar a ler…como se atingisse um ponto de explicação concreto. 

O texto está de tal modo pormenorizado que é como se o acompanhássemos mentalmente numa tela de cinema. São apresentados pormenores como as texturas, cores, expressões faciais a descrição de cada recanto da casa, entre outros. Tudo isto traduz-se na  aproximação do leitor à história.

Por:
Rita Teixeira

O tempo do anjo de Anne Rice


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Toby O’Dare é um assassino a soldo com fama no submundo do crime. Numa teia de pesadelo e de missões letais, é um homem sem alma e sem nome, às ordens de um misterioso mandante. 
Quando um dia se cruza com um estranho ser, um serafim, Toby O’Dare terá de escolher entre salvar ou destruir vidas. E ele, que sonhara em tempos ser padre, viaja no tempo até ao século XIII, em Inglaterra, tempos de inquietação e trevas onde judeus são acusados de assassinatos rituais e crianças desaparecem em circunstâncias misteriosas. 
O Tempo do Anjo, um thriller metafísico sobre anjos e assassinos, marca o regresso de Anne Rice como mestra na criação de histórias que cativaram leitores de várias gerações.

Opinião:
Iniciei a minha viagem pelos livros desta escritora com o livro "Entrevista com o vampiro" que me deixou bastante  entusiasmada com o tipo de escrita da autora. Com a saída do novo livro desta trilogia  não quis esperar muito mais para saber que tipo de enredo iria definir esta nova história.  
É então que conheço a personagem principal e central da história Toby O'Dare. Uma personagem extramente bem construída com um passado carregado de sofrimento e tristeza onde matar se torna para ele numa coisa completamente natural. 
Outro factor que me preencheu as expectativas, foi as descrições relacionadas com a religião que ao início pareciam um pouco densas mas que fazem todo o sentido para a contextualização da história.
A forma como se dá a sincronização entre os dois tempos: o dos humanos e o dos anjos enriquece sem dúvida o desenrolar dos acontecimentos. 
Não esperava a existência de uma conversão rápida da personagem contudo acaba por fazer sentido.
No final deste livro ficamos a ansiar pela continuação.

Uma melodia inesperada de Jodi Picoult


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Zoe Baxter passou dez anos a tentar engravidar e, quando parece que este sonho está prestes a realizar-se, a tragédia destrói o seu mundo. Como consequência da perda e do divórcio, Zoe mergulha na carreira como terapeuta musical. Ao trabalhar com Vanessa, o relacionamento profissional entre as duas transforma-se numa amizade e depois, para surpresa de Zoe, em amor. Quando Zoe começa a pensar de novo em formar família, lembra-se de que ainda há embriões dela e de Max congelados que nunca foram usados.

Críticas de imprensa

«Sem fugir aos dilemas morais e éticos, e sem deixar de apresentar todos os lados da questão, Picoult dá aos seus leitores o fantástico enredo, suspense e reviravoltas a que já os habituou.»
Daily Mail

«Picoult aborda este tema sensível com a sua pesquisa exemplar e personagens convincentes […] num estilo muito típico de Picoult, o leitor fica tão dividido como as personagens perante a escolha da melhor solução. Desafiador e arrebatador.»
She

«Jodi Picoult pega num tema controverso e provocador e usa-o como pano de fundo num drama comovente e emotivo. As suas personagens são credíveis e bem delineadas e o livro é ainda mais poderoso por isso.»
Sunday Express

Opinião:

Quando li a sinopse deste livro fiquei imediatamente atraída por ele. Foi uma das leituras a que dei prioridade pelo simples facto de me parecer um livro que marca pela diferença. E tal como esperava não me enganei...
Zoe Baxter é uma mulher de 41 anos com uma vida recheada de infortúnios desde o  falecimento do pai quando ainda era criança até aos vários abortos que teve que não a deixam concretizar o grande desejo que tem de ser mãe. Apesar de tudo isto, Zoe nunca deixou de lutar e é na sua profissão como terapeuta musical que ela se refugia para ultrapassar os seus problemas.  Max Baxter de Zoe, proprietário de uma empresa de paisagismo, ex-alocoólico e decidido a fazer tudo para proporcionar à esposa o que ela quer ter um filho. Só que quando estão prestes a atingir o seu desejo, eles perdem o seu bebé. 
É neste ponto que toda a história muda, começando pela rutura deste casal, o que leva Zoe a um estado de profunda tristeza e Max a recair no seu vicio.
Contudo, Zoe acaba por se apaixonar pela psicologa da escola onde começa a trabalhar, Vanessa Shaw. Por outro lado, Max também encontra conforto junto do irmão e da cunhada e da Igreja da Glória Eterna. 
No entanto, Zoe nunca deixou de desejar ter filhos e apesar de não poder Vanessa pode. É então que se lembra que existem 3 embriões congelados na clínica onde ela e Max fizeram o ciclo de fertilização. Só que para os poder utilizar precisa da autorização do marido, que influenciado pela religião, está contra à utilização destes embriões por Zoe e quer doa-los ao irmão e cunhada que tentam à anos ter filhos.
Picoult consegue captar a atenção do leitor até ao último momento utilizando dilemas éticos e morais que dificultam ao leitor a escolha de um lado ou até mesmo prever qual será o final desta história. 
Para mim foi uma agradável surpresa correspondendo às expectativas que tinha.

O amor é breve de Catarina Betes - Opinião


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Eis que num curto espaço de tempo acabo por opinar novamente sobre um livro de um autor português. Confesso que a minha vontade de ler literatura nacional sempre foi bastante reduzida e sempre que o faço sou muito eletiva. Assim e com a perspectiva de que este seria um livro diferente acabei por me perder nele.
Devido à dimensão reduzida de páginas e à escrita leve conseguimos lê-lo perfeitamente em algumas horas.
E essas horas passadas com este livro na mão são verdadeiramente apaixonantes. A cada 3 ou 4 páginas deparamo-nos com um pequeno fragmento de uma história onde em poucas linhas encontramos acções e gestos de puro amor. 
Acho que já me fazia falta uma leitura ligeira que me preenchesse, recorrendo a pequenos pedaços de histórias. 
Experimentem pois acho que vão gostar tanto como eu :)

A agência de Ally O'Brien - OPINIÃO


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Este romance é muito peculiar. A Agência leva – nos para um mundo em que tudo é possível. Um mundo mecânico em que se vive pelo e para o Poder, Ambição e Imagem. Um mundo que em que só interessa o Ego e o fim com que se atinge os objetivos. Em que o meio para os atingir pouco valor têm, mas é essa insignificância que a nós leitores nos leva a prestar mais atenção aos pormenores com que se desenvolve a história. De algum modo, estas realidades levam – nos a que sejamos personagem da história, como se fosse possível modelar “imaginariamente” a história. 

O romance inicia-se com uma morte será suicídio ou acidente? O facto de o leitor ser logo provocado induz a que também passe a ser um detetive, uma personagem ativa na história. Mas este romance é muito mais que uma história de polícias. 

A personagem principal Tess Dake trabalha na indústria do entretenimento um mundo de agitação e adrenalina, trabalho, de sucesso mas também de vinganças. A personagem irá vivenciar bem de perto estes passos mas o grande desafio é como superar as adversidades. Será que Tess Dake estará preparada para enfrentar o mundo quando se encontra numa fase mais negativa da sua carreira de sucesso (em que se encontra insegura, em que se vê sem emprego, sem clientes, com poucos amigos)? Será Tess uma personagem guerreira ou será que se irá afundar na melancolia do insucesso? 

Tess Dake é o exemplo de muitas outras personagens que vivenciam ao longo do romance uma graduação de altos e baixos este facto aproxima ainda mais a história da realidade. 

O uso de uma linguagem de caris erótico provoca uma história descontraída assim como, enfatiza a mensagem que os autores pretendem transmitir. 

Esta é sem dúvida é uma história que o vai prender até ao fim…Escrita por dois autores intitulados com o pseudónimo Ally O´Brien, com vivências diferentes mas é nessa diversidade de realidades/sentimentos que transparece para a escrita e levando-nos a que sejamos também personagem do próprio romance. 

Opinião por Rita Teixeira

As cinquenta sombras mais negras - OPINIÃO


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Perseguida pelos negros segredos que atormentam Christian Grey, Anastasia Steele separa-se dele, e começa uma carreira numa prestigiada editora de Seattle.
Mas por mais que tente, Anastasia não o consegue esquecer - ele continua a dominar-lhe todos os pensamentos. E quando Christian lhe propõe reatarem a relação com um novo e diferente acordo, ela não consegue resistir. Aos poucos, uma a uma, começam a revelar-se as Cinquenta Sombras que torturam o seu autoritário e dominador amante.
Enquanto Grey se debate com os seus demónios, e revela a Anastasia um lado inesperadamente romântico, ela vê-se obrigada a tomar a mais importante decisão da sua vida.
Uma escolha que só ela pode fazer…

Opinião:
Depois de muito esperar finalmente tive a oportunidade de me deixar perder no segundo volume da série do famoso Mr. Grey. Pelo que tenho ouvido comentar nas redes sociais, ou ficamos a gostar da série ou não. Eu sou suspeita para falar, uma vez que, desde o primeiro momento me deixei perder nesta história querendo sempre ler mais e mais e mais...
Para começar acho esta capa fascinante a melhor dos três livros e  retrata na perfeição este fragmento da história. 
Adoro o facto de logo no início do livro existir a tão esperada reconciliação entre Miss Steele e Mr. Grey, para mim não poderia ter começado da melhor forma. Com o desenrolar do livro, vamo-nos apercebendo que houve uma evolução nas personagens e nota-se sobretudo um crescimento pessoal de Miss Steele na forma como encara com mais maturidade a relação. Já Christian, que vimos a descobrir ter ainda algumas sombras obscuras para revelar, revela uma maior sensibilidade e sinceridade para com o seu amor.
A existência de momentos de puro erotismo e prazer contrastando com o suspense, pânico ou até mesmo acçao que também existem permite ao leitor entrar numa envolvência que o prende até ao final. E como não poderia deixar de ser existem também uma grande surpresa, mas esta deixo para que vocês possam descobrir....
Para mim, dos dois livros editados este é sem sombra de dúvidas o melhor.
Viciante, erótico, sensual, cativante e surpreendente são as palavras que melhor definem este livro de E.L.James.

Ana Barbosa

O casamento do ano - OPINIÃO


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Beatrix Danbury sempre teve a certeza de que iria casar com William Mallory. Amava-o desde sempre e nunca duvidou que ele a amasse também. Mas quando Beatrix o obriga a ter de escolher entre uma vida a dois ou o seu sonho de sempre, ele decide-se pela última hipótese... a duas semanas do casamento. 
O regresso do Duque... 
William estava certo de que Beatrix o receberia de braços abertos. Os seis anos que haviam passado desde que a deixara, não tinham feito desaparecer o seu amor por ela. O problema é que Beatrix estava prestes a casar-se com outro homem. Alguém previsível e em quem sentia que podia confiar... alguém que era o oposto do seu antigo noivo. 
Conseguirá William impedir o casamento do ano e ter Beatrix de volta, ou será tarde demais?

Opinião:

Desde o primeiro livro editado em português que acompanho com algum fervor os livros de Laura Lee Ghurke. Dentro do género, é das autoras que mais aprecio apesar de não a considerar tão brilhante como Cheryl Holt ou Madeline Hunter. Não corri logo para o ler mal o tive na mão mas quando começei a ler não durou muito tempo em cima da minha mesinha de cabeçeira.

Ao longo da minha leitura, não fui capaz de identificar neste enredo a minha personagem preferida pois estive sempre dividida entre Will e Trix. Will conseguiu cativar-me não só pelo seu lado aventureiro como pela garra que tem para perseguir os seus sonhos. Já Trix agradou-me pela sua genealidade e teimosia não podendo deixar de mencionar o seu grande coração. 

Quando a vida de ambos era perfeita, a duas semanas do seu casamento Will recebe uma proposta tentadora, abandonar uma vida de obrigações na alta sociedade e ir viver o seu sonho para o Egipto na busca de um túmulo perdido. Só que para poder viver o seu sonho tem que perder algo importante na sua vida, Trix, que se recusa a abandonar a sociedade para ir com ele. O que me levou a pensar será que abdicaríamos do nosso noivo/a para ir viver o sonho da nossa vida? Sou uma eterna romântica pois acho que no lugar de Trix teria ido com o meu noivo, quando se gosta é assim...

Depois, Trix fica noiva de outra pessoa e Will fica sem fundos para prosseguir com a escavação e vamos acompanhar o tão esperado reencontro entre os dois, que mudará para sempre as suas vidas.

Se gostam desta autora e se habituaram a ler uma boa história de amor então não irão ficar desiludidos!

Entrevista com o vampiro de Anne Rice - Opinião


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Obra já clássica no seu género, Entrevista com o Vampiro é o primeiro volume da saga «Crónicas dos Vampiros» e granjeou o estatuto de livro de culto, comparável a Drácula de Bram Stoker.
Das plantações oitocentistas do Luisiana aos becos sombrios e cenários sumptuosos de Paris, do Novo Mundo à Velha Europa, Claudia e Louis fogem de Lestat, o seu criador e companheiro imortal. E o cruel vampiro que tirara partido do desespero de Louis e da fragilidade da órfã Claudia, no bairro francês da Nova Orleães assolada pela peste, move-lhes uma perseguição sem tréguas no submundo parisiense, entre a trupe Théâtre des Vampires do misterioso Armand e criaturas das trevas.
É com esta mescla de sangue, violência e erotismo ímpares, no pano de fundo da reflexão sobre a condição trágica que é a do vampiro condenado à imortalidade, que Anne Rice narra uma extraordinária história em que a crueldade e os sentimentos tenebrosos que percorrem as páginas resultam numa maravilhosa sinfonia poética que viria a inspirar muitos escritores, como Stephenie Meyer.

Opinião:

Inicialmente estava algo reticente relativamente à leitura deste livro pois pensei que poderia tornar-se mais uma leitura sobre vampiros como tantas outras que acabamos por ler actualmente. Contudo, devido ao facto de ter ouvido várias opiniões positivas sobre esta história resolvi envolver-me no mundo de Anne Rice.
Apreciei bastante o desenrolar da história desde as alternâncias entre o passado e o presente até à descrição dos lugares de forma tão intensa que nos leva a viajar até la!
O facto de haver uma clara descrição acerca das diferenças entre os vários vampiros que existem na Terra e da necessidade de serem humanizados enriquece a meu ver a história.
O contraste estabelecido entre Lestat a encarnação do mal, personagem arrepiante e malévola e Louis que se enche de culpa e que se debate constantemente sobre as acções erradas que um vampiro é obrigado a conceber.
No final desta leitura, fiquei completamente satisfeita pelo facto de as minhas expectativas terem sido superadas e por finalmente ter percebido o porquê de Anne Rice ser intitulada como a "a mãe dos vampiros".
Uma leitura brilhante que recomendo vivamente!!!!

A iniciação de Jennifer Armintrout


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Acabado o livro o que tenho a dizer? Que adorei? Que detestei? Que foi-me indiferente?
Ora bem... dada a história do livro e da própria saga, acho que o primeiro livro, e justamente por ser o primeiro, tem cenas que parecem escritas um pouco à pressa...
É um livro agradável de se ler, e há mesmo alturas em que nos sentimos absorvidas pelas emoções latentes e patentes nos intervenientes, seja a Carrie, o Nathan, Cyrus ou até mesmo no Devorador de Almas.
É óbvio que são as emoções da Carrie que mais se evidenciam por ser ela a narradora da própria história... Desde a sua transformação até ao fim do livro em que ela mata o seu primeiro progenitor, somos levados a sentir pena, frustração, ódio e sede de vingança pela própria Carrie e pelo que ela passa nas mãos de Cyrus, o seu progenitor inicial...
A morte de Ziggy deixa a nú muitos sentimentos reprimidos de Nathan em relação á sua própria iniciação. 
Contudo, há alturas no livro em que se poderia ter aprofundado o relacionamento de Carrie e de Nathan sem se focar apenas a parte sexual, como, aliás, é recorrente ao longo do livro, seja com Cyrus, com Nathan ou até mesmo na própria imaginação de Carrie, que, contrariamente ao que ela diz, é deveras fértil.
Continuando nessa linha de raciocínio, a tensão sexual e os episódios sexuais que são descritos com bastantes pormenores, concedendo a essa primeira parte da saga um cariz erótico algo acentuado. 
No geral gostei bastante. É uma história carregada de acção, emoção, erotismo e por vezes alguma ternura.
Recomendo!!

Escrito por:
Vera Neves do blog "Cantinho Ternurento"